Em 12 de agosto, o Brasil celebra o Dia Nacional de Luta contra a Violência no Campo, data marcada pela memória e resistência em homenagem a Margarida Maria Alves, líder sindical e defensora dos direitos humanos brutalmente assassinada em 1983, na Paraíba, por sua atuação incansável na defesa dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras rurais.
Margarida foi presidenta do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande por mais de uma década, sendo uma das primeiras mulheres a ocupar esse cargo no país. Sua luta era pela reforma agrária, melhores condições de trabalho, acesso a direitos trabalhistas e dignidade para quem vive e trabalha no campo. Sua morte, fruto de um crime político, se tornou símbolo da violência que atinge líderes e comunidades rurais até hoje.
A data de 12 de agosto nos lembra que, embora conquistas tenham sido alcançadas, a realidade no campo brasileiro ainda é marcada por conflitos fundiários, ameaças, expulsões e assassinatos de lideranças comunitárias. Segundo dados de organizações de direitos humanos, o número de casos de violência contra camponeses, indígenas e quilombolas segue preocupante.
O Dia Nacional de Luta contra a Violência no Campo é, portanto, um chamado à ação: fortalecer políticas públicas de proteção às comunidades rurais, garantir a reforma agrária e a regularização fundiária, e promover um campo justo, produtivo e seguro para todos.
Assim como Margarida dizia:
“É melhor morrer na luta do que morrer de fome.”
Texto: Carlos Eduardo
Foto:© Reprodução da Internet












